A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quarta-feira (22) um reajuste médio de 6,82% nas tarifas de energia elétrica em Mato Grosso.
A atualização entra em vigor após a publicação da decisão no Diário Oficial da União (DOU) e terá percentuais diferentes conforme o tipo de consumidor.
Para os consumidores de baixa tensão, categoria que inclui residências e pequenos comércios, o aumento será menor.
Já para clientes de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, o reajuste será mais elevado.
Novas tarifas por categoria
- Residências: 5,12%
- Clientes de baixa tensão: 5,27%
- Alta tensão: 10,42%
A distribuidora responsável pelo fornecimento de energia no estado atende mais de 1,7 milhão de unidades consumidoras em 142 municípios de Mato Grosso.
Segundo a Aneel, o reajuste considera principalmente o aumento nos custos de compra de energia, encargos do setor elétrico e despesas com transmissão.
A medida faz parte da chamada “super quarta” do setor elétrico, quando diversas distribuidoras do país passam por revisões tarifárias definidas pela agência reguladora.
Entre os fatores que mais pesaram no reajuste está a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo custeado pelos próprios consumidores e destinado a políticas públicas do setor.
Outro ponto citado pela agência é o fim de mecanismos que vinham segurando as tarifas nos últimos anos.
Conta de luz no país
O valor da conta de energia também tem sido tema de debate no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Projeções recentes da Aneel indicam que a tarifa de energia elétrica pode registrar alta média de cerca de 8% em 2026, índice acima da inflação prevista.
A possibilidade de um empréstimo para reduzir o impacto dos reajustes chegou a ser discutida dentro do governo federal.
No entanto, a proposta enfrentou divergências internas e acabou sendo deixada de lado, já que o custo do crédito seria repassado aos consumidores nos próximos anos com acréscimo de juros.









