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Assassino era “bancado” pela esposa e tentou sacar R$ 18 mil após matá-la

Jackson Pinto da Silva, assassino confesso da esposa Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, em Cuiabá, vivia às custas da vítima, que era empresária e não possuía patrimônio próprio, de acordo com a Polícia Civil. Sem renda própria, ele trabalhava com os imóveis dela e tinha acesso às contas, chegando a tentar movimentar valores horas após o crime.

“Ela já tinha as empresas antes dele, o patrimônio era dela. Ele não tinha nenhum patrimônio”, afirmou ao MídiaJur o delegado Marlon Nogueira, da Delegacia de Estelionato de Cuiabá.

Vítima de feminicídio na segunda-feira (4), a empresária já possuía empresas e bens antes do relacionamento. O suspeito, por sua vez, não tinha atividade financeira própria e atuava apenas na manutenção dos imóveis e em serviços ligados ao patrimônio da vítima, com quem mantinha um relacionamento há mais de 10 anos.

As investigações apontam ainda que, no mesmo dia do crime, ele tentou movimentar cerca de R$ 18 mil utilizando uma maquininha vinculada à empresa. A ação teria sido justificada sob o pretexto de “pagar o resgate” de Nilza, que teria sido vítima de um sequestro inventado por ele. No entanto, o valor não chegou a ser sacado, já que o suspeito foi preso menos de 24 horas após a ocultação do corpo.

A versão apresentada pelo assassino, inclusive, já era vista com desconfiança pelos familiares desde o início. Segundo uma prima da vítima, ele tentou se desfazer de bens poucas horas após o crime, sob a justificativa do falso sequestro.

“Ele tentou vender a caminhonete alegando que seria para pagar os supostos sequestradores. No entanto, como a família já estava desconfiada pelas contradições em suas falas, não permitimos a venda e exigimos que fosse feito o registro do desaparecimento na delegacia”, relatou à reportagem.

Ainda conforme a familiar, antes de ser preso, o suspeito também utilizou recursos ligados à vítima.

“Ontem pela manhã, antes de ser preso, ele utilizou o cartão da empresa dela e realizou uma transação no valor de R$ 18 mil”, afirmou.

A prima destacou ainda que parentes procuraram a polícia para contestar a versão apresentada por ele.

“Os familiares também compareceram à delegacia para relatar a versão da família, pois ninguém acreditava no que ele dizia”, disse.

Premeditação

Nilza foi morta enquanto dormia, o que, segundo a Polícia Civil, indica que o crime não ocorreu durante uma discussão ou momento de impulso, mas sim com indícios de premeditação ao menos quanto à execução.

Após o assassinato, o suspeito ocultou o corpo no quintal de uma residência, onde havia contratado uma escavadeira sob o pretexto de realizar um serviço comum. O corpo de Nilza foi escondido sob uma cratera, com mais de dois metros de profundidade. Segundo o delegado, a mesma empresa contratada pelo suspeito, foi contactada para auxiliar com a remoção.

Jackson deverá responder por feminicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime.

Fonte: Mídia Jur

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