O ex-secretário executivo do gabinete de Querência (MT), Macgaiver Max Neves Souza, protocolou uma queixa-crime contra o deputado estadual Valdir Mendes Barranco (PT) pelos crimes de calúnia e difamação. A ação judicial avança na 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Querência (MT), onde o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) emitiu parecer favorável ao regular prosseguimento do feito. Nos autos, o ex-servidor contesta formalmente declarações públicas do parlamentar sobre um suposto histórico de agressões, ameaças à sua integridade e a existência de contratos ilícitos com a prefeitura.
O embate jurídico tem origem na exoneração de Max, formalizada em dezembro de 2025, após a repercussão de sua prisão em flagrante por um episódio de violência doméstica no município. Na esteira desse acontecimento, o deputado Valdir Barranco utilizou o plenário da Assembleia Legislativa e os seus perfis em redes sociais para afirmar que o ex-secretário seria reincidente em agressões contra mulheres no estado de Goiás. O parlamentar também alegou, em publicações nos dias 22 de dezembro e 5 de janeiro, que Max seria beneficiário de contratos milionários com a gestão municipal e que lhe teria proferido ameaças criminosas.
Na peça acusatória, a defesa do ex-secretário apresenta certidões oficiais para refutar as imputações, argumentando que o parlamentar distorceu a cronologia dos fatos para criar uma narrativa criminal inexistente. O documento esclarece que um mandado de prisão expedido pela Comarca de Jataí, em Goiás, referia-se ao suposto descumprimento de medidas protetivas ligadas ao exato e único fato ocorrido em Querência, e não a um histórico prévio de agressão a outra mulher. A certidão de antecedentes criminais do Tribunal de Justiça de Goiás confirma a ausência de processos anteriores por violência de gênero, registrando apenas um caso arquivado de 2017 referente a receptação e uso de documento falso. Além disso, o ex-secretário nega possuir qualquer contrato público com o município e afirma que a suposta ameaça relatada pelo deputado limitou-se a um aviso público de que buscaria reparação no Poder Judiciário.
O autor da queixa-crime sustenta que as acusações proferidas pelo deputado possuem motivação política, associando os ataques a possíveis retaliações pela exoneração de uma liderança local do Partido dos Trabalhadores (PT) que atuava na administração municipal. Com a manifestação positiva do Ministério Público para a continuidade do processo, caberá agora ao juízo da Comarca de Querência avaliar o mérito das provas contra o parlamentar. Em nota à imprensa, o ex-secretário declarou que, caso o Judiciário determine o pagamento de indenização financeira por danos morais, o valor será integralmente destinado a entidades beneficentes locais, incluindo a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e organizações de proteção animal.
Fonte:Notcia Interativa









