A atual crise de combustíveis no Brasil é impulsionada pela alta do petróleo internacional devido a conflitos no Oriente Médio, gerando defasagem de até 60% no diesel e pressão para aumentos. Apesar do risco de desabastecimento, o governo federal nega a falta de produtos, apontando especulação, e monitora possíveis aumentos nas bombas.
Alta de Preços
O petróleo em alta pressiona os custos internos, podendo aumentar a inflação e impactar o frete. O reflexo disto é na bomba. O consumidor acaba pagando a conta. No Vale do Taquari, o preço do diesel aumentou média de 37%. De R$ 5,80 em Lajeado a R$ 7,99 em Venâncio Aires, uma diferença de R$ 2,19. Na gasolina a variação vai de R$ 5,76 em Lajeasdo a 7,29 em Encantado. Variação de 26,56% e diferença de R$ 1,49 que atinge diretamente o consumidor.
Defasagem do Diesel
Segundo o geverno federal, o diesel enfrenta grande disparidade, com importadores reduzindo compras por conta da diferença entre o mercado interno e externo.
Ação do governo
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) foi acionado para investigar o aumento dos preços, enquanto a Petrobras adota uma política chamada de “abrasileiramento” para evitar repasses bruscos. Em Lajeado, o Ministério Público vai investigar uma possível alta abusiva nos preços e exigiu que os postos apresentem as notas fiscais atualizadas de compra e venda dos combustíveis.
Estoque
Relatos indicam que a Petrobras estaria fracionando o volume de vendas de diesel para evitar a formação de estoques pelas distribuidoras, o que poderia causar um racionamento informal. Apesar da restrição, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul (Sulpetro), João Carlos Dal’Aqua, afirma que não vai faltar combustível no estado. O que acontece, segundo presidente é a desinformação que levou os consumidores eufóricos a irem aos postos para abastecer com medo que possa faltar combustível. Mesmo com o cenário tenso, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também afirmou que “não há possibilidade de ter falta de combustível no posto de gasolina”.
Além dos gaúchos, o problema têm afetado também os estados de Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso. Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100, o equivalente a R$ 519,72 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia.
A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento dos produtos, elevou o temor de restrições na oferta mundial.
Fonte:Fala Altemar









