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Preços mistos marcam negociações no Brasil com apoio dos prêmios

Safras News

O mercado brasileiro de soja apresentou movimentos pontuais ao longo desta terça-feira, com melhores oportunidades voltadas para maio e registros isolados de negócios nos portos também para 2027. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o comportamento geral foi de preços mistos, influenciado por oscilações opostas entre a Bolsa de Chicago e o dólar, ainda que com variações limitadas.

De acordo com o analista, os prêmios vêm ganhando força e têm favorecido oportunidades no curto prazo. As oscilações de bolsa e câmbio foram praticamente opostas, mas pequenas, enquanto os prêmios ajudaram a viabilizar algumas negociações.

Além disso, produtores com maior necessidade de escoamento e geração de caixa têm atuado de forma mais ativa no mercado. Esse movimento contribui para a redução dos spreads entre compradores e vendedores, permitindo a realização de negócios pontuais.

No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram variações entre as principais praças:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,50 para R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 125,50 para R$ 126,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 109,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 112,00 para R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 112,00 para R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 130,50 para R$ 131,00
Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa na Bolsa de Chicago, em uma sessão marcada por forte volatilidade e atenção dos agentes ao conflito no Oriente Médio.

Ao final do pregão, prevaleceu um movimento de vendas baseado em fatores técnicos. A maior aversão ao risco no mercado financeiro e a valorização do dólar, que reduz a competitividade da soja americana, pressionaram as cotações, apesar dos ganhos registrados no petróleo.

O aumento nos preços dos fertilizantes também segue no radar do mercado. A elevação dos custos de produção pode impactar o plantio da próxima safra nos Estados Unidos, elevando a expectativa em torno do relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para o dia 31.

Antes do conflito, a sinalização era de aumento na área destinada à soja e redução para o milho. Agora, o mercado também acompanha as condições climáticas, com previsões de início de temporada chuvoso, o que pode atrasar o plantio do milho e favorecer a expansão da área da oleaginosa.

Entre os subprodutos, o óleo de soja manteve trajetória positiva, sustentado pela alta do petróleo e pela expectativa de anúncios da Casa Branca relacionados à política de biocombustíveis.

Contratos futuros da soja

Na Bolsa de Chicago, os contratos com entrega em maio fecharam com queda de 8,50 centavos de dólar, ou 0,73%, a US$ 11,55 por bushel. A posição julho recuou 7,50 centavos de dólar, ou 0,63%, para US$ 11,71 1/2 por bushel.

No farelo, o contrato de maio caiu US$ 4,20, ou 1,28%, para US$ 322,40 por tonelada. Já o óleo de soja, também com vencimento em maio, subiu 0,15 centavos de dólar, ou 0,22%, para 65,73 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,24%, cotado a R$ 5,2543 para venda e R$ 5,2523 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2432 e a máxima de R$ 5,2797.

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