Foi identificado como João Paulo Moura Cavalcante, de 42 anos, o médico preso pela Polícia Civil nesta quarta-feira (20), em Barra do Garças (511 km de Cuiabá), acusado de crimes de violência doméstica cometidos contra a atual e ex-namorada.
João Paulo atuava como médico da Saúde e Família no Município. Ele tem histórico de violência, sendo investigado por crimes como agressões, estupro e sequestro. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), que cumpriram dois mandados judiciais contra o investigado.
Um deles é referente à prisão preventiva decretada após denúncia feita pela atual namorada do suspeito. Segundo a Polícia Civil, ela relatou ter sido vítima de agressões físicas e ameaças durante uma discussão motivada por ciúmes.
Conforme as investigações, a vítima também afirmou que já havia sofrido outras agressões anteriormente.
O segundo mandado é de prisão definitiva, decorrente de condenação já transitada em julgado. O médico foi condenado a 12 anos e três meses de reclusão pelos crimes de estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra uma ex-companheira.
Os crimes foram investigados pela Delegacia da Mulher em procedimentos instaurados entre os anos de 2019 e 2022.
Após tomarem conhecimento das ordens judiciais, os policiais civis iniciaram diligências para localizar o suspeito. Ele foi encontrado na residência onde mora, no bairro Santo Antônio, no momento em que saía do imóvel.
João Paulo foi encaminhado para a delegacia para os procedimentos legais e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informou, por meio de nota, que instaurou uma sindicância para apurar o caso, a fim de verificar se houve eventual infração ou irregularidades do médico ao Código de Ética Médica e no exercício da profissão.
Leia nota na íntegra:
“O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informa que tomou conhecimento da prisão de um médico, registrada nesta quinta-feira (20.05), no município de Barra do Garças;
Em cumprimento às suas atribuições legais de fiscalização do exercício profissional, o Conselho instaurou sindicância para apurar o caso, com o objetivo de verificar se houve eventual infração ao Código de Ética Médica.
O CRM-MT esclarece que a sindicância é o procedimento preliminar utilizado pelos Conselhos de Medicina para investigar possíveis irregularidades no exercício da profissão.
O Conselho ressalta ainda que todas as sindicâncias e processos ético-profissionais tramitam sob sigilo, conforme estabelece o Código de Processo Ético Profissional dos Conselhos de Medicina, a fim de garantir a adequada apuração dos fatos e preservar as partes envolvidas.”









