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Flagrado com 13 celulares em cela na PCE, condenado por chacina em MT vai para a segurança máxima

Edgar Ricardo de Oliveira, de 32 anos, condenado pela chacina que vitimou sete pessoas em Sinop (MT), foi flagrado com 13 aparelhos celulares dentro da cela onde está detido na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. No último dia 22, o juiz Geraldo Fidelis Neto, da Vara de Execuções Penais da Capital, mandou Edgar para o isolamento.

Conforme a decisão que o RD NEWS teve acesso, no dia 29 de agosto, a equipe do Grupo de Intervenção Rápida recebeu a informação de que Edgar estava utilizando aparelho celular de maneira irregular. Os agentes foram até à cela dele, B-02 do Raio 8, e o condenado estava bastante nervoso.

Durante revista pessoal, nada irregular foi encontrado em seu corpo. Já durante revista minuciosa na cela, os agentes constataram que a cama de concreto estava solta e localizaram um compartimento secreto.

Lá dentro, foram apreendidos 13 celulares, 8 carregadores, 1 fone de ouvido, 7 cabos carregadores, 7 fios de energia, 1 rolo de arame e, ainda, referência à carta contendo número telefônico.

Por conta disso, o juiz impôs diversas restrições a serem cumpridas por Edgar, como: recolhimento em cela individual; visitas quinzenais, de duas pessoas por vez, a serem realizadas em instalações equipadas para impedir o contato físico e a passagem de objetos, por pessoa da família, por duas horas; banho de sol diário por duas horas, em grupos de até quatro presos, desde que não haja contato com presos do mesmo grupo criminoso; entrevistas sempre monitoradas, exceto com o advogado, em instalações equipadas para impedir o contato físico e a passagem de objetos; terá o conteúdo das correspondências fiscalizados e deverá participar de audiências judiciais por videoconferência, com a participação do defensor no mesmo ambiente.

Caso o comportamento se repita, o magistrado considera a transferência de Edgar para uma penitenciária federal.

A chacina

O crime aconteceu na tarde de 21 de fevereiro de 2023, após Edgar e Ezequias Souza Ribeiro (morto em confronto) perderem duas partidas de sinuca em que os participantes haviam apostado R$ 4 mil. Depois de serem alvos de piadas das pessoas que participaram do jogo, eles foram até uma caminhonete, estacionada na porta do estabelecimento, e pegaram duas armas de fogo, retornando ao bar.

Imagens de uma câmera de segurança do bar registraram os dois atiradores pedindo para que algumas vítimas ficassem viradas para a parede.

As vítimas foram identificadas como: Maciel Bruno de Andrade Costa, Josué Ramos Tenório; Adriano Balbinote; Orisberto Pereira Souza; Getúlio Rodrigues Frazão; a filha de Getúlio, uma adolescente de 12 anos; e Eliseu Santos da Silva.

Após a execução, os atiradores correram de volta para a caminhonete, mas voltaram para pegar o dinheiro da aposta, que estava sobre uma das mesas de sinuca, enquanto o outro é visto pegando alguma coisa no chão, perto de uma das vítimas. Na sequência, eles fugiram.

Edgar se entregou à Polícia dois dias depois do crime, após saber da morte Ezequias, durante confronto com a polícia numa área de mata próxima ao aeroporto de Sinop.

Fonte: RD News

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