O Complexo Turístico Lago Bétis, localizado no Parque Municipal Lago Azul em Querência (MT), passará por uma reformulação completa em suas regras de uso público após um longo período operando com licenciamento ambiental incompatível com a sua infraestrutura atual. A confirmação do feito, foi comunicado pelo prefeito Gilmar Reinoldo Wentz, durante entrevista no Jornal Notícias Interativa, no último sábado, 18 de abril de 2026. Com a emissão de uma nova Licença de Operação (LO) pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT), a administração municipal anunciou um plano de intervenção que encerra o acesso livre à água, regulamenta o uso de embarcações e cria barreiras para o consumo de bebidas alcoólicas.
A legalização do espaço, que abrange uma área total de mais de 221 mil metros quadrados, foi oficializada com a expedição da LO nº 337669 em 1º de abril de 2026. O novo aval encerra um ciclo de insegurança jurídica gerado pelo crescimento do parque. Análises técnicas do órgão estadual classificaram a barragem do Ribeirão Bétis com risco e dano potencial em níveis médios, o que obrigou a Prefeitura de Querência a desenvolver um Plano de Segurança de Barragem (PSB) e aplicar programas contínuos de controle.
Para traduzir essas exigências burocráticas em segurança real, a prefeitura instalará cordões de isolamento ao redor da orla. A entrada na água passará a ser coordenada estritamente pelo Corpo de Bombeiros, que mapeará as únicas zonas permitidas para banho e fará inspeções prévias para evitar acidentes. O pacote de medidas também atinge o lazer motorizado: o trânsito de motos aquáticas (jet skis) será submetido a fiscalização rigorosa, funcionando em conjunto com as novas travas ao consumo de álcool dentro do parque.
A permanência do Lago Bétis como um destino regularizado de turismo dependerá da manutenção diária dessas regras durante os próximos quatro anos. Enquanto a Secretaria de Obras do Município cuidará da zeladoria física do complexo, a administração precisará enviar à SEMA-MT relatórios anuais assinados por profissionais de engenharia e meio ambiente para provar que a fiscalização está funcionando. O descumprimento das normas de isolamento e monitoramento pode resultar em sanções legais e na suspensão da licença, inviabilizando o funcionamento do local.










