Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar resultou na desarticulação de uma célula de uma facção criminosa em Água Boa (MT), em ação ocorrida entre a noite de terça (24) e a madrugada de quarta-feira (25). Os detalhes da operação foram revelados pelo delegado Dr. Bruno Gomes, em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (25).
A ação culminou na prisão em flagrante de cinco pessoas e no resgate de uma vítima que estava prestes a ser executada em um “tribunal do crime”. Segundo o delegado, o homem seria submetido a uma punição interna do grupo, conhecida como “salve”, que envolve tortura e pode resultar em morte.
O Resgate
A polícia monitorava o grupo quando recebeu informações de que a vítima seria capturada. Os agentes acompanharam a movimentação e flagraram o momento em que o indivíduo foi retirado de sua residência e levado para um imóvel utilizado como cativeiro.
Ao realizarem a incursão na casa, os policiais encontraram o homem já em processo de imobilização, prestes a ser amarrado para o início das agressões.
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Presos: Dois homens e duas mulheres foram detidos no imóvel, além de um quinto integrante identificado na operação.
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Reincidentes: Dois dos suspeitos utilizavam tornozeleira eletrônica e haviam saído da prisão há menos de uma semana antes de serem flagrados cometendo novos crimes.
Apreensões e Investigação
Durante as buscas, as equipes apreenderam porções de maconha, cocaína e materiais para o tráfico. Em um segundo endereço, vinculado a um dos detidos, foi localizada uma arma de fogo utilizada pela facção para ameaças e extorsões a comerciantes na região.
Os suspeitos foram autuados por organização criminosa, sequestro, tortura, tráfico de drogas e fraude processual. A vítima foi resgatada, prestou depoimento e passou por exame de corpo de delito.
Desaparecimento de mulher
Na coletiva, o Dr. Bruno Gomes afirmou ainda que as investigações sobre este grupo podem ajudar a esclarecer o desaparecimento de uma mulher alagoana ocorrido há algumas semanas em Água Boa. Existe a forte suspeita de que ela tenha sido vítima da facção e que o corpo tenha sido ocultado. “As investigações seguem em estado avançado e esperamos dar uma resposta sobre este caso em breve”, pontuou o delegado.









