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Eleições 2026: candidatos têm até 4 de abril para deixar cargos atuais

Até o começo de abril, a renúncia de autoridades para concorrer a outros cargos nas eleições de outubro deve mudar o cenário político no comando de estados e municípios.

Ministros, governadores e prefeitos que pretendem concorrer a cargos eletivos em outubro devem se afastar do cargo ou função que ocupam até o dia 4 de abril.

Quem não deixar o cargo no prazo certo pode ser considerado inelegível.

O movimento está ligado a um mecanismo previsto na lei eleitoral, a chamada desincompatibilização.

No caso das chefias do Poder Executivo — presidência da República, governos estaduais e municipais — quem ocupa o comando tem de deixar o posto até seis meses antes do pleito se quiser concorrer a outros mandatos.

Novos nomes também vão alterar o perfil da Esplanada dos Ministérios, já que, no mesmo prazo, ministros que vão disputar mandatos eletivos também devem deixar as pastas do governo Lula.

O movimento destes políticos segue as regras previstas na Constituição e nas leis eleitorais.

Quem pretende concorrer à reeleição pode se manter no cargo.

Como o primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro, estes políticos precisam se desincompatibilizar até o dia 4 de abril.

A Constituição e a lei eleitoral determinam a saída das autoridades dos cargos como uma forma de garantir o equilíbrio da disputa, para evitar que a força da máquina pública interfira na escolha do eleitor.

Nesta terça-feira (31) o Palácio do Planalto divulgou uma lista com 14 trocas nos ministérios do governo Lula.

Algumas substituições ainda não foram anunciadas. É o caso do substituto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), atualmente chefiado por Geraldo Alckmin.

Nesta terça, Lula disse que o vice-presidente vai concorrer à reeleição na chapa encabeçada pelo petista.

A troca na Secretaria de Relações Institucionais também não foi divulgada. A titular Gleisi Hoffmann (PT) já disse que deve concorrer ao Senado.

O g1 faz a lista de quem já saiu e quem deve deixar o governo Lula.

Devem concorrer a governos estaduais:
Fernando Haddad (PT), da Fazenda: já saiu do cargo e deve disputar o governo de São Paulo.

Renan Filho (MDB), dos Transportes deve disputar o governo de Alagoas.

Devem concorrer ao Senado:
Rui Costa (PT), da Casa Civil deve disputar o Senado pela Bahia.

Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, deve disputar o Senado pelo Paraná.

Simone Tebet (PSB), do Planejamento, deve disputar o Senado por São Paulo.

Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente, deve disputar o Senado por São Paulo.

André Fufuca (PP), do Esporte, deve disputar o Senado pelo Maranhão.

Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura, deve disputar o Senado por Mato Grosso.

Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional, deve disputar o Senado por Amapá.

Devem concorrer à Câmara dos Deputados:
Silvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos, deve disputar a Câmara dos Deputados por Pernambuco.

Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário, deve disputar a Câmara por São Paulo.

Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial, deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro.

Sônia Guajajara (PSOL), dos Povos Indígenas, deve disputar a Câmara por São Paulo.

Outros cargos e postos:
Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos, deve disputar a Câmara legislativa de Minas Gerais.

Geraldo Alckmin (PSB), da Indústria e Comércio Exterior e vice- presidente, vai ser vice de Lula na busca pela reeleição.

Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026.

Márcio França (PSB), do Empreendedorismo, deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou se disputa o Senado por São Paulo.

Wolney Queiroz (PDT), da Previdência, também deve sair do governo, mas ainda está indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou concorre à Câmara dos Deputados por Pernambuco.

Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia: ainda está indefinido se concorre ao Senado por Minas Gerais ou continua no governo para contornar a crise dos combustíveis.

Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia: ainda indefinido se deve sair do governo ou concorrer a algum cargo em Pernambuco.

Sidônio Palmeira, da Comunicação Social, deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano para ser o marqueteiro de Lula na campanha à reeleição.

O que está em disputa
No dia 4 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Se houver segundo turno, ele será realizado em 25 de outubro.

Além do presidente e do vice-presidente, serão eleitos 27 governadores e outros 27 vice-governadores, 513 deputados federais, 54 senadores (2/3 da composição do Senado), 1.035 deputados estaduais, 24 deputados distritais.

Estarão em disputa os seguintes cargos:

presidente e vice-presidente da República;
governador e vice-governador de estado;
senador;
deputado federal;
deputado estadual;
deputado distrital.

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