O avião de pequeno porte que caiu em uma fazenda e provocou a morte de três pessoas em Água Boa – MT, no último dia 9 de setembro, possui um histórico antigo de sinistro aéreo. Há 33 anos, em maio de 1993, a mesma aeronave sofreu um acidente durante o procedimento de decolagem na localidade de Kivalina, no Alasca (EUA). As informações constam em um relatório do National Transportation Safety Board (NTSB) e foram divulgadas pelo portal G1 Mato Grosso.
Na ocorrência registrada em solo norte-americano, a aeronave modelo Cessna 402B, de prefixo N401NA, era operada pela companhia Alaska Island Air em um voo de passageiros vindo de Kotzebue. Durante a corrida para decolagem em Kivalina, o trem de pouso dianteiro afundou em um trecho macio de cascalho na pista e se quebrou. Apesar dos danos estruturais no avião, o piloto e o único passageiro não se feriram. A investigação do NTSB concluiu que a causa provável foi a falta de verificação prévia das condições da pista por parte do piloto, combinada com o solo irregular.
Tragédia em solo mato-grossense
Mais de três décadas após o episódio no Alasca, a mesma aeronave caiu em uma propriedade rural no município de Água Boa, resultando na morte de todos os três ocupantes. Com a violência do impacto, o avião foi completamente destruído pelas chamas.

De acordo com a Polícia Civil, a aeronave não possuía registro regular na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As investigações preliminares conduzidas pelo delegado Carlos Alberto indicam que o voo teria partido de um aeródromo em Goiânia (GO), mas não havia plano de voo formalmente registrado.
“O estado em que a aeronave foi encontrada impossibilitou, inicialmente, sua identificação. Por esse motivo, não foi possível, até o momento, confirmar informações sobre eventual plano de voo, local de origem ou destino da aeronave, tampouco a identidade das pessoas que estavam a bordo”, informou a autoridade policial.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado e atua em conjunto com a Polícia Civil nos trabalhos periciais para apurar os fatores determinantes da queda.













